Feeds:
Posts
Comentários

Posts Tagged ‘árvores para matas ciliares’

Araucária (Araucaria angustifolia) Ricardo Cardim

Uma árvore que precisa ser lembrada em reflorestamentos no Município de São Paulo e arredores, e também para as cidades mais ao sul, é a araucária (Araucaria angustifolia). Como na maioria das formações florestais de Mata Atlântica sbreviventes nestas áreas essa espécie já não existe mais devido a antigas explorações madereiras que às vezes remontam a vários séculos atrás, esquece-se esse belo pinheiro nativo.

No Estado de São Paulo acostumou-se a acreditar que a araucária é uma árvore típica apenas de locais altos como a Serra da Mantiqueira, mas isso é uma constatação moderna. Anchieta, no século XVI relatava vastos pinheirais para toda a região onde hoje é a cidade de São Paulo e outros viajantes como Debret e Martius observaram e até desenharam a espécie em todo o caminho entre a cidade de Curitiba e São Paulo no século XIX.

Ricardo Henrique Cardim  

Anúncios

Read Full Post »

bandejas de germinação com vermiculita. Ricardo Cardim

bandejas de germinação com vermiculita. Ricardo Cardim

Um dos principais erros cometidos em recuperação e formação de matas ciliares, ainda mais naqueles não-profissionais,  é com relação a escolha das espécies a serem usadas no projeto. Difícil acertar  nas primeiras vezes, normalmente acabamos conseguindo sementes através de um amigo de outro Estado, colhendo de uma árvore que achamos bonita em praça ou rua, ou frutíferas de um  pomar perto, e criamos um vegetação que reflete nosso gosto, com plantas exóticas e domesticadas.

Aí nós temos um bosque, não uma mata nativa que tenta recriar a ecologia e florística da área degradada. Na minha opnião, o melhor a se fazer é sempre coletar sementes da vegetação nativa perto do reflorestamento e montar um viveiro por ali mesmo. Se o projeto for de mata ciliar, coletar em uma mata ciliar natural  já existente. Muita atenção para conseguir a maior diversidade possível e espécies de diferentes momentos da formação da mata, a sucessão florestal (pioneiras, secundárias iniciais e tardias e clímax).

A melhor dica é sempre recuperar a área baseando-se na vegetação original das matas mais  próximas, que está adaptada milenarmente às condições locais.

Ricardo Henrique Cardim

Read Full Post »

%d blogueiros gostam disto: